Localização inadequada pode aumentar taxa de mortalidade das franquias

Localização inadequada pode aumentar taxa de mortalidade das franquias

Localização inadequada pode aumentar taxa de mortalidade das franquias


Por que localização é tão importante no varejo?

É comum vermos em centros comerciais e shopping centers a proliferação de franquias, no entanto, nem todas deveriam estar no local que estão instaladas.

Uma pesquisa recente da Franchise Solutions, empresa de consultoria especializada em franquias, publicou os 5 principais pontos que fazem uma franquia literalmente quebrar e em primeiro lugar apareceu a localização do negócio, conheça todos os pontos:

 

1.Localização Inadequada

Existem negócios que são de passagem e outros negócios que são de destino.

A principal diferença é que negócios de passagem precisam ser instalados em locais com grande fluxo de pessoas ou de carros, com facilidades de acesso e visibilidade constante.

Já negócios de destino, não necessitam de locais com grande fluxo de passagem, porém precisam ter facilidade de acesso, como transporte público perto ou estacionamento exclusivo ou vinculado a convênio, para facilitar o acesso das pessoas que venham com seus próprios veículos.

Sobre essa questão, Renato Flora, empresário no ramo de alimentação saudável, diz: “Estávamos instalados em local inadequado e quando migramos a operação para um ponto com maior visibilidade vi o salão aumentar cerca de 40%, portanto, garanto: localização é a alma do negócio! ”.

Ele está muito feliz por ter conseguido mudar a localização a tempo e salvar o negócio.

 

2.Capital de Giro

Em muitas pesquisas o capital de giro ou melhor a falta dele sempre foi o grande “calcanhar de Aquiles” de todos os empresários.

Contudo, com muitas linhas de crédito disponíveis em bancos públicos e privados isso vem diminuindo a cada ano, mas mesmo assim é o segundo colocado no ranking de erros que fazem a franquia fechar.

Essa também é a experiência de Alessandro, empresário no ramo de imóveis: “A falta de capital de giro, nos fez repensar os custos da empresa e com isso pude adequar o caixa a um custo que hoje é compatível e melhor para minha operação”.

Alessandro se diz feliz, pois percebeu que a crise no ramo o fez melhorar o negócio e isso salvou sua empresa.

 

 3.Treinamento Insuficiente:

É comum vermos o franqueador abrindo lojas em locais totalmente distantes da sua franqueadora e muitas vezes a equipe da franqueadora não é suficiente para suprir a demanda por treinamento dos franqueados e de sua equipe.

Essa é uma das principais razões que alguns franqueados apontaram para o fechamento de sua unidade.

É como diz Maria Lúcia, ex-franqueada de uma empresa prestadora de serviços na área de manutenção predial: “Nós sempre precisávamos trocar a equipe, entretanto, a franqueadora, sempre cobrava altos valores para treinar essa nova equipe, devido a distância entre os estados (Maranhão e São Paulo, sede da Franqueadora). Isso inviabilizada os custos da empresa e resolvemos fechar em menos de 2 anos, amargando um prejuízo de quase R$ 60 mil reais”.

Conta a ex-franqueada, que por falta de treinamento para equipe, resolveu fechar sua franquia.

 

4.Concorrência desleal:

Um dos fatores apontados nessa pesquisa foi a concorrência desleal.

Com o mercado já em crise, muitos empresários, diminuíram drasticamente seu preço de maneira pouco profissional e também prejudicando vários orçamentos.

José Carlos, empresário no ramo de vidraçaria nos conta: “Tivemos que negar vários orçamentos, fiz e refiz muitas vezes o cálculo, tentando acompanhar a média do mercado, mas vi que teria prejuízo pegando determinado orçamento. Desse modo, vi meu faturamento despencar cerca de 30%, mas me mantive aberto com muita dificuldade, enquanto muitos fecharam as portas”.

Esse foi um dos principais pontos que apareceram na pesquisa.

 

5.Sazonalidade

Todos os negócios possuem uma sazonalidade, alguns maiores, outros menores.

O importante é que o empresário perceba em que momento é a sua e qual o impacto dessa sazonalidade na vida financeira da empresa, podendo melhorar os resultados, com estratégias inteligentes, antes da sazonalidade chegar.

É o que fez Wallace Lage, franqueador de uma rede de pizzarias: “Com a crise, vimos que a demanda no salão diminuiu consideravelmente, porém fizemos uma estratégia que se mostrou muito interessante, que foi investir no delivery, pois as pessoas não deixaram de comer pizza, elas só substituem a ida ao restaurante pela pizza pedida em casa, com isso aumentamos nosso faturamento em 12% e nos destacamos da concorrência”.

Wallace, que possui 11 pizzarias, todas operando com salão e delivery tem como estratégia para 2017 focar ainda mais sua operação no sistema de delivery, pois prevê que o ano ainda será um pouco difícil, mas com trabalho direcionado, ele espera abrir entre 10 a 15 novas pizzarias ainda em 2017.

 

Fonte: FRANCHISE SOLUTIONS – http://franchisesolutions.com.br/franquias/

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Pedro Almeida
Pedro Almeida
Consultor de franquias. Formado em administração de empresas, pós-graduado em administração pela FGV, com MBA em Gestão Empresarial na UNIP e Especialização em Expansão Internacional de Franquias pela NOVA University. Professor especialista em Franchising da Universidade Federal de Tocantins - UFT e no Programa de Especialização em Franchising, da Franchise Pleno.

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